Saturday, April 13, 2019
Tabela Periódica II
Aqui você encontra, diversas tabelas periódicas com uma diversidade de cores e tamanho para impressão:
https://www.tabelaperiodica.org/
150 anos da Tabela Periódica
Excelente artigo da Folha de São Paulo, descrevendo a importância da Tabela Periódica, na comemoração de seus 150 anos.
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2019/03/tabela-periodica-faz-150-anos.shtml
Wednesday, February 08, 2017
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Saturday, January 28, 2017
Construir, navegar, compartilhar e criticar
O software IHMC CmapTools capacita os usuários a construir, navegar, compartilhar e criticar modelos de conhecimento representados como mapas conceituais. Ele permite que os usuários construam seus Cmaps no seu computador pessoal, os compartilhem em servidores (CmapServers) em qualquer lugar na Internet, liguem seus Cmaps a outros Cmaps em servidores, criem automaticamente páginas da web de seus mapas conceituais em servidores, Editar seus mapas sincronicamente (ao mesmo tempo) com outros usuários na Internet e pesquisar na web informações relevantes para um mapa conceitual
CmapTools é usado em todo o mundo em todos os domínios do conhecimento e por usuários de todas as idades para expressar graficamente sua compreensão. Em particular, CmapTools é usado em escolas, universidades, organizações governamentais, corporações, pequenas empresas e outras organizações, individualmente e em grupos, para a educação, treinamento, gerenciamento de conhecimento, brainstorming, organização de informações, entre outras aplicações. Os recursos de colaboração e publicação fornecem um poderoso meio para representar e compartilhar conhecimento.
De que é Feito o Universo? – Richard Panek
De súbito, tudo o que se sabe sobre o Universo veio abaixo. Na verdade, não foi a primeira vez que isso aconteceu. Mesmo assim, quando a descoberta foi anunciada, muita gente estremeceu – só 4% do Universo são compostos pela matéria que forma as coisas, as pessoas, tudo o que podemos ver. Bem, e o resto? O resto é matéria escura e energia escura – e até agora ninguém sabe o que é isso. A história dessa revelação fantástica é o que nos conta aqui o brilhante jornalista Richard Panek. Cientistas se digladiam por mais tempo nos telescópios, por verbas de pesquisa e, em última instância, por um Nobel. Nesse ínterim, o leitor compreenderá um dos problemas mais intrigantes da ciência ‘De que é feito o Universo?’ enquanto torce, se surpreende e se deleita com episódios mais do que humanos da pesquisa científica.
Skate elétrico caseiro: veja como é feito!
Vocês conhecem o Enryson?
Ele é o cara que construiu um skate elétrico em casa. A gente foi conversar um pouco com ele para saber como foi cada etapa desse processo radical.
E o Iberê não podia perder a oportunidade de andar. E sabe como acelera e freia? Pelo celular!
IUPAC 2017 NO BRASIL: UMA CONQUISTA HISTÓRICA
Quim. Nova, Vol. 36, No. 8, 1087, 2013
Em 2017, o Brasil irá receber mais um grande evento internacional,
três anos depois da Copa do Mundo e um ano após a
realização dos Jogos Olímpicos. O Brasil foi escolhido como
país-sede do 46º Congresso Mundial de Química e 49ª Assembleia
Geral da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC,
da sigla inglesa para Internacional Union of Pure and Applied
Chemistry). Diversos fatores contribuíram para a concretização de
uma das maiores aspirações da comunidade científica brasileira,
que foi aprovada durante a 47ª Assembleia Geral da IUPAC em
14 de agosto de 2013 em Istambul, na Turquia. Nesta oportunidade,
a delegação brasileira venceu a disputa com a Austrália para
sediar o congresso, que é considerado o maior e mais importante
evento de Ciências Químicas do mundo. Estiveram presentes,
representando nossa Sociedade neste momento histórico, os professores
Vitor F. Ferreira (UFF, presidente da SBQ), Adriano D.
Andricopulo (USP, presidente sucessor da SBQ e presidente do
Comitê de Candidatura da IUPAC no Brasil), Fernando Galembeck
(LNNano/CNPEM e Unicamp, ex-presidente e membro do
Conselho Consultivo da SBQ), Vanderlan da S. Bolzani (UNESP,
ex-presidente e membro do Conselho Consultivo da SBQ), Jailson
B. de Andrade (UFBA, ex-presidente e membro do Conselho
Consultivo da SBQ), Luiz Henrique Catalani (USP, membro do
Conselho Consultivo da SBQ) e Aldo José Gorgatti Zarbin (UFPR,
secretário geral da SBQ).
Em quase 100 anos de existência será a primeira vez que o
continente sulamericano sediará o evento, que, portanto, terá
importância histórica. A América do Sul e, consequentemente,
o Brasil já têm seus lugares garantidos no mapa mundial da
Química, contribuindo para a consolidação de uma das principais
ações de longo prazo da SBQ. Este processo de internacionaliza-ção se intensificará ainda mais nos próximos anos, com
a realização dos principais eventos da IUPAC 2017.
Estamos abrindo portas, aproveitando oportunidades
em novos patamares, multiplicando canais de comunicação
e escrevendo novos capítulos da nossa história,
com ética, consciência e sabedoria.
A inserção da Química brasileira no cenário internacional
tem mudado muito nas últimas décadas.
Cada vez mais cientistas brasileiros colaboram expressivamente
para o conhecimento global e suas contribuições são percebidas
e reconhecidas. Estudantes brasileiros no exterior são frequentemente
elogiados pelos seus orientadores e supervisores, que os
comparam favoravelmente a outros jovens. A indústria química
brasileira, especialmente algumas notáveis empresas nacionais,
figura com destaque nas estatísticas globais.
Em aproximadamente quatro anos, o Brasil receberá o mais
global de todos os eventos da Química em um cenário diferente
do que era observado há cerca de 30 anos. O mundo reconhece,
hoje, que as soluções dos grandes problemas globais passam
pela Química e, mais do que então, esta ciência é valorizada por
todos os que trabalham por vidas mais significativas, dignas e
prazerosas para o maior número possível de pessoas em todas
as regiões geográficas do planeta. Apesar de todas as incertezas,
podemos esperar que a grande celebração da Química no país
se dará em um momento positivo para essa área, no Brasil e no
mundo. Cabe ainda destacar que em 2017 a SBQ completará 40
anos de sua fundação e não faltarão motivos para celebrarmos com
muita alegria esta ocasião tão especial. O congresso da IUPAC e
a 40ª Reunião Anual da SBQ serão uma oportunidade única de
congregar jovens estudantes de todos os continentes e dos mais
diversos níveis, além de um número expressivo de profissionais
da academia e da indústria, entre professores e pesquisadores
seniores e juniores.
Em 2017, São Paulo será a capital mundial da Química. A
partir de agora, os desafios serão ainda maiores, bem como as
oportunidades para construirmos um lindo capítulo na história
da Ciência brasileira. Não será uma tarefa simples, mas a SBQ
está preparada e confiante na sua força e no poder de união de
nossa comunidade para alcançar pleno êxito nesta empreitada
grandiosa. É necessário explorar positivamente este panorama
favorável para darmos um grande salto de qualidade científica,
humana e tecnológica, compartilhando nosso entusiasmo pela
Química e pelo futuro de nossa nação. Trabalharemos com planejamento,
organização, dedicação e eficiência para realizar um
evento à altura da confiança depositada em nós pela comunidade
química mundial.
Agradecemos e esperamos continuar contando com o apoio
e a colaboração de todos!
Adriano D. Andricopulo
Fernando Galembeck
Vitor F. Ferreira
Saturday, May 07, 2016
Para explicar o mundo
Para Explicar o Mundo – Steven Weinberg
Para Explicar o Mundo – Nesta envolvente história da ciência, o prêmio Nobel Steven Weinberg conduz o leitor através de séculos de grandes descobertas, da Grécia Antiga à Bagdá medieval, da Academia de Platão ao Museu de Alexandria e à Royal Society of London.
Os cientistas da Antiguidade e da Idade Média não apenas desconheciam o que sabemos hoje sobre o mundo – eles não sabiam o que era preciso conhecer, ou mesmo como descobri-lo.
Ao longo dos séculos, porém, na luta para resolver mistérios como o movimento dos planetas ou a alta das marés, a ciência moderna encontrou espaço para emergir. Essa é a história que figura no centro deste livro memorável.
Aristóteles, Descartes, Kepler, Copérnico, Galileu e Isaac Newton são alguns dos protagonistas deste enredo armado com leveza e humor – sem a menor cerimônia, o autor faz um acerto de contas com as contribuições de cada um deles.
Por que o modelo coperniciano, segundo o qual os planetas giram em torno do Sol, prevaleceu sobre a noção anterior, que considerava a Terra como o centro do Universo? As evidências empíricas dessa afirmação demorariam setenta anos para vir à tona – mas a teoria de Copérnico era mais simples e elegante.
Os atritos duradouros entre as esferas rivais da religião, tecnologia, poesia, matemática e filosofia ocupam lugar de destaque. Uma história da ciência digna do nome não é apenas uma história de cientistas e ideias, mas um relato das condições para o surgimento de um novo campo do conhecimento.
Weinberg demonstra de forma primorosa como a emergência do moderno método científico, entendido como um modo de interrogar o mundo em busca de explicações bem fundamentadas e confiáveis, é em si uma descoberta.
Para explicar o mundo retraça esse processo com alento e precisão inéditos – assim como o impacto imensurável dessa busca sobre o conhecimento humano.
Os cientistas da Antiguidade e da Idade Média não apenas desconheciam o que sabemos hoje sobre o mundo – eles não sabiam o que era preciso conhecer, ou mesmo como descobri-lo.
Ao longo dos séculos, porém, na luta para resolver mistérios como o movimento dos planetas ou a alta das marés, a ciência moderna encontrou espaço para emergir. Essa é a história que figura no centro deste livro memorável.
Aristóteles, Descartes, Kepler, Copérnico, Galileu e Isaac Newton são alguns dos protagonistas deste enredo armado com leveza e humor – sem a menor cerimônia, o autor faz um acerto de contas com as contribuições de cada um deles.
Por que o modelo coperniciano, segundo o qual os planetas giram em torno do Sol, prevaleceu sobre a noção anterior, que considerava a Terra como o centro do Universo? As evidências empíricas dessa afirmação demorariam setenta anos para vir à tona – mas a teoria de Copérnico era mais simples e elegante.
Os atritos duradouros entre as esferas rivais da religião, tecnologia, poesia, matemática e filosofia ocupam lugar de destaque. Uma história da ciência digna do nome não é apenas uma história de cientistas e ideias, mas um relato das condições para o surgimento de um novo campo do conhecimento.
Weinberg demonstra de forma primorosa como a emergência do moderno método científico, entendido como um modo de interrogar o mundo em busca de explicações bem fundamentadas e confiáveis, é em si uma descoberta.
Para explicar o mundo retraça esse processo com alento e precisão inéditos – assim como o impacto imensurável dessa busca sobre o conhecimento humano.
“Este livro transforma o metal de uma mera história da ciência em ouro puro – uma magistral celebração da extensa, heroica e ainda incompleta luta para entender a natureza. Apenas um cientista com o envolvimento, o brilho, a experiência e o fôlego de Steven Weinberg seria capaz desse empreendimento.” – Ian McEwan
“Steven Weinberg, um dos maiores físicos da atualidade, recria de forma brilhante o amadurecimento científico da humanidade. Cheio de frescor e lirismo, Para explicar o mundo é uma celebração do ímpeto irrefreável da humanidade pelo conhecimento.” -Brian Greene
“Steven Weinberg, um dos maiores físicos da atualidade, recria de forma brilhante o amadurecimento científico da humanidade. Cheio de frescor e lirismo, Para explicar o mundo é uma celebração do ímpeto irrefreável da humanidade pelo conhecimento.” -Brian Greene
O que é vida? – Erwin Schrodinger
O que é vida? – Este é um clássico da literatura científica. Schrödinger, Prêmio Nobel de Física, se aventura por uma área que lhe é, à primeira vista, alheia: a explicação da vida como fenômeno empírico. Seu estudo, entretanto, é muito mais que uma contribuição exótica de um físico à biologia, ou à filosofia da biologia: suas teses obtiveram repercussão duradoura sobre gerações de pesquisadores e abriram campos de pesquisa até hoje trilhados.
O Valor da ciência, Henri Poincaré
Ainda em vida, Henri Poincaré foi considerado por Bertrand Russell, seu contemporâneo, como "a maior figura produzida pela França nos tempos modernos". Não havia exagero nisso, mas apenas reconhecimento de que estava ali um dos raros universalistas da história de ciência, talvez mesmo o último deles. Matemático por formação e vocação, Poincaré manejava com gênio, como Gauss o fizera, todos os ramos de sua disciplina, em forma pura ou aplicada. Engenheiro, astrônomo e físico, esteve entre os melhores de sua época. Humanista, filósofo e poliglota, destacou-se como um estilista da sua língua, expondo suas ideias com tal brilho, elegância e clareza que terminou acolhido na Academia Francesa.
Data do início do século sua preocupação específica com a divulgação da ciência, da qual resultou uma série de quatro livros de ensaios, logo traduzidos para todas as línguas e hoje alçados à condição de clássicos. Sobre sua importância, basta lembrar o que Abraham Pais, biógrafo de Einstein, escreveu: "Antes de formular a teoria da relatividade, Einstein e seus amigos [da Akademie Olympia] fizeram muito mais do que passar os olhos pelos escritos de Poincaré. Solovine nos deixou uma lista detalhada dos livros que os membros da Akademie leram em conjunto. Destes, destacou um, e apenas um, A ciência e a hipótese, com o seguinte comentário: Poincaré nos impressionou profundamente e nos deixou sem respiração durante semanas e semanas."
"O valor da ciência" desdobra e aperfeiçoa as ideias fundamentais esboçadas em "A ciência e a hipótese". Na primeira parte do livro, Poincaré discute a psicologia da invenção matemática, ressaltando a necessária interação da análise lógica e da intuição. Depois, num de seus ensaios precursores da teoria da relatividade, discute que convenções estão presentes na medida do tempo, demonstrando que não há simultaneidade absoluta. Passa em seguida para a noção de espaço, introduzindo o conceito de corte, questionando a tridimensionalidade e imaginando a possibilidade de uma quarta dimensão.
O quadro das ciências físicas ocupa a segunda parte do livro. Poincaré estuda o benefício recíproco da análise e da física e, em seguida, num capítulo dedicado à astronomia, dá uma imagem poderosa, encantadora e otimista de toda a ciência. Depois, em três ensaios concatenados, enfoca a física matemática sua história, sua crise e seu futuro. Brilha então, com toda a força, o gênio visionário do autor. Ele chama atenção para as modificações trazidas por Lorentz, então recentes, nos conceitos de duração, distância e massa; antecipa que o estudo das raias dos espectros de emissão (efeito Zeeman) traria enormes surpresas teóricas; finalmente, anuncia duas inovações radicais, a seu ver necessárias: a substituição de diferenciais por leis estatísticas e o advento de uma nova mecânica, na qual, "crescendo a inércia com a velocidade, a velocidade da luz se tornará um limite intransponível".
São textos que nos tiram o fôlego, ao percebermos que estamos vendo a invenção do programa da nova física do século XX.
César Benjamin.
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