Wednesday, February 08, 2017
Saturday, January 28, 2017
Construir, navegar, compartilhar e criticar
De que é Feito o Universo? – Richard Panek
De súbito, tudo o que se sabe sobre o Universo veio abaixo. Na verdade, não foi a primeira vez que isso aconteceu. Mesmo assim, quando a descoberta foi anunciada, muita gente estremeceu – só 4% do Universo são compostos pela matéria que forma as coisas, as pessoas, tudo o que podemos ver. Bem, e o resto? O resto é matéria escura e energia escura – e até agora ninguém sabe o que é isso. A história dessa revelação fantástica é o que nos conta aqui o brilhante jornalista Richard Panek. Cientistas se digladiam por mais tempo nos telescópios, por verbas de pesquisa e, em última instância, por um Nobel. Nesse ínterim, o leitor compreenderá um dos problemas mais intrigantes da ciência ‘De que é feito o Universo?’ enquanto torce, se surpreende e se deleita com episódios mais do que humanos da pesquisa científica.
Skate elétrico caseiro: veja como é feito!
IUPAC 2017 NO BRASIL: UMA CONQUISTA HISTÓRICA
Saturday, May 07, 2016
Para explicar o mundo
Para Explicar o Mundo – Steven Weinberg
Os cientistas da Antiguidade e da Idade Média não apenas desconheciam o que sabemos hoje sobre o mundo – eles não sabiam o que era preciso conhecer, ou mesmo como descobri-lo.
Ao longo dos séculos, porém, na luta para resolver mistérios como o movimento dos planetas ou a alta das marés, a ciência moderna encontrou espaço para emergir. Essa é a história que figura no centro deste livro memorável.
Aristóteles, Descartes, Kepler, Copérnico, Galileu e Isaac Newton são alguns dos protagonistas deste enredo armado com leveza e humor – sem a menor cerimônia, o autor faz um acerto de contas com as contribuições de cada um deles.
Por que o modelo coperniciano, segundo o qual os planetas giram em torno do Sol, prevaleceu sobre a noção anterior, que considerava a Terra como o centro do Universo? As evidências empíricas dessa afirmação demorariam setenta anos para vir à tona – mas a teoria de Copérnico era mais simples e elegante.
Os atritos duradouros entre as esferas rivais da religião, tecnologia, poesia, matemática e filosofia ocupam lugar de destaque. Uma história da ciência digna do nome não é apenas uma história de cientistas e ideias, mas um relato das condições para o surgimento de um novo campo do conhecimento.
Weinberg demonstra de forma primorosa como a emergência do moderno método científico, entendido como um modo de interrogar o mundo em busca de explicações bem fundamentadas e confiáveis, é em si uma descoberta.
Para explicar o mundo retraça esse processo com alento e precisão inéditos – assim como o impacto imensurável dessa busca sobre o conhecimento humano.
“Steven Weinberg, um dos maiores físicos da atualidade, recria de forma brilhante o amadurecimento científico da humanidade. Cheio de frescor e lirismo, Para explicar o mundo é uma celebração do ímpeto irrefreável da humanidade pelo conhecimento.” -Brian Greene
O que é vida? – Erwin Schrodinger
O que é vida? – Este é um clássico da literatura científica. Schrödinger, Prêmio Nobel de Física, se aventura por uma área que lhe é, à primeira vista, alheia: a explicação da vida como fenômeno empírico. Seu estudo, entretanto, é muito mais que uma contribuição exótica de um físico à biologia, ou à filosofia da biologia: suas teses obtiveram repercussão duradoura sobre gerações de pesquisadores e abriram campos de pesquisa até hoje trilhados.
O Valor da ciência, Henri Poincaré
Ainda em vida, Henri Poincaré foi considerado por Bertrand Russell, seu contemporâneo, como "a maior figura produzida pela França nos tempos modernos". Não havia exagero nisso, mas apenas reconhecimento de que estava ali um dos raros universalistas da história de ciência, talvez mesmo o último deles. Matemático por formação e vocação, Poincaré manejava com gênio, como Gauss o fizera, todos os ramos de sua disciplina, em forma pura ou aplicada. Engenheiro, astrônomo e físico, esteve entre os melhores de sua época. Humanista, filósofo e poliglota, destacou-se como um estilista da sua língua, expondo suas ideias com tal brilho, elegância e clareza que terminou acolhido na Academia Francesa.
Data do início do século sua preocupação específica com a divulgação da ciência, da qual resultou uma série de quatro livros de ensaios, logo traduzidos para todas as línguas e hoje alçados à condição de clássicos. Sobre sua importância, basta lembrar o que Abraham Pais, biógrafo de Einstein, escreveu: "Antes de formular a teoria da relatividade, Einstein e seus amigos [da Akademie Olympia] fizeram muito mais do que passar os olhos pelos escritos de Poincaré. Solovine nos deixou uma lista detalhada dos livros que os membros da Akademie leram em conjunto. Destes, destacou um, e apenas um, A ciência e a hipótese, com o seguinte comentário: Poincaré nos impressionou profundamente e nos deixou sem respiração durante semanas e semanas."
"O valor da ciência" desdobra e aperfeiçoa as ideias fundamentais esboçadas em "A ciência e a hipótese". Na primeira parte do livro, Poincaré discute a psicologia da invenção matemática, ressaltando a necessária interação da análise lógica e da intuição. Depois, num de seus ensaios precursores da teoria da relatividade, discute que convenções estão presentes na medida do tempo, demonstrando que não há simultaneidade absoluta. Passa em seguida para a noção de espaço, introduzindo o conceito de corte, questionando a tridimensionalidade e imaginando a possibilidade de uma quarta dimensão.
O quadro das ciências físicas ocupa a segunda parte do livro. Poincaré estuda o benefício recíproco da análise e da física e, em seguida, num capítulo dedicado à astronomia, dá uma imagem poderosa, encantadora e otimista de toda a ciência. Depois, em três ensaios concatenados, enfoca a física matemática sua história, sua crise e seu futuro. Brilha então, com toda a força, o gênio visionário do autor. Ele chama atenção para as modificações trazidas por Lorentz, então recentes, nos conceitos de duração, distância e massa; antecipa que o estudo das raias dos espectros de emissão (efeito Zeeman) traria enormes surpresas teóricas; finalmente, anuncia duas inovações radicais, a seu ver necessárias: a substituição de diferenciais por leis estatísticas e o advento de uma nova mecânica, na qual, "crescendo a inércia com a velocidade, a velocidade da luz se tornará um limite intransponível".
São textos que nos tiram o fôlego, ao percebermos que estamos vendo a invenção do programa da nova física do século XX.
César Benjamin.
Saturday, November 21, 2015
Apresentação dos trabalhos dos alunos do 2º E.M. da Fundação Educacional de Tanabi - SP
Projeto : Moléculas orgânicas do cotidiano
Apresentação 12 de novembro de 2015 - sala de multimídia
Grupo Progesterona e Estrogênio
Thursday, June 04, 2015
A Tabela Periódica
Este livro do italiano Primo Levi foi escolhido no ano de 2006 pela Royal Chemical Soc. de Londres como o melhor livro de ciência de todos os tempos, tendo ultrapassado obras concorrentes como as de Charles Darwin e Richard Dawkins. O que espanta é que A tabela periódica não trata de ciência, nem sequer pode ser classificado como divulgação científica. São apenas as memórias de um químico judeu, sobrevivente de Auschwitz, que se tornou um grande escritor. Por causa dos distúrbios da guerra, Levi não conseguiu seguir carreira acadêmica, mas trabalhou toda a vida na indústria química (exceto no período em que foi prisioneiro dos nazistas). Cada capítulo tem o nome de um elemento químico, que ele associa, direta ou metaforicamente, a uma etapa de sua vida. Você pode até odiar Química, mas será difícil ficar indiferente à beleza de seus relatos.




